sexta-feira, 2 de setembro de 2011
o sol e a lua,
um casal de namorados;
mas cada um na sua,
pois são muito ocupados.
O sol acorda cedo.
e a lua dorme tarde.
Ao som do passaredo,
o calor solar arde.
A lua, a noite clareia,
refletindo a luz solar.
Como á linda a lua cheia!
Especial pra namorar.
O sol garante a vida,
com calor e claridade.
Vem a lua em seguida,
traz repouso pra cidade.
Mas a cidade nunca dorme,
atormentada por vícios.
A violência é enorme.
Trazendo os seu malefícios.
O sol nasce pra todos,
mas alguns o tentam negar,
com tramas e engodos,
e ganância sem par.
Mas Deus é pai justo e fiel,
e nos renova a esperança.
E quando nos levar pro céu,
será verdadeira festança.
Alcinei Fernandes
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Chutando cachorro morto
Alguém pode estar pensando: “por que será que o pastor Alcinei escolheu esse tema para a pastoral de hoje? “chutando cachorro morto?” que estranho! Tenho certeza de que todos já ouviram essa expressão. Na verdade esse título não tem nada a ver com o que quero falar (ou será que tem?) Escolhi colocar essa epígrafe por provocação e também para introduzir o assunto que pretendo abordar.
No domingo passado ouvi uma mensagem que me inspirou profundamente. Ela falou sobre o pacto estabelecido entre Davi e Jônatas, e como afetou a vida de um homem chamado Mefibosete. Sua história encontra-se registrada em 2 Samuel 4.4 e 9.1-13, além de outras referências.
Mefibosete sofreu um acidente quando pequeno que o deixou aleijado dos dois pés. O significado de seu nome é “vergonha destruidora”. Ele era filho de Jônatas e depois que seu pai morreu, passou a morar num lugar chamado Lo Debar, cujos significados são: “lugar de silêncio” “lugar de desgraça”, lugar desequidão desértica.
Só pra nós entendermos, Mefibosete era um príncipe, filho de Jônatas e neto do primeiro rei de Israel que era Saul. Porém, depois da morte de seu pai e de seu avô, ele foi obrigado a fugir para não morrer. Ele, que nascera num berço de ouro, estava agora vivendo numa terra de sequidão e desgraça chamada Lo Debar. Ele, que tinha tudo para ser um rei, por causa de algumas circunstâncias em sua vida, estava vivendo, segundo ele mesmo disse, como um cachorro morto. (II Samuel 9.8). Nesse tempo Davi já havia assumido o trono em Israel no lugar de Saul.
Acontece que havia uma aliança entre Davi e Jônatas, que garantia proteção à sua descendência. Davi então procurou saber se ainda tinha algum descendente de Saul para que ele exercesse benevolência, conforme a aliança estabelecida. Lembraram-se então de Mefibosete e sua sorte mudou.
O que isso tem a ver comigo e com você? Também somos, algumas vezes levados a, apesar de príncipes, vivermos como “cães mortos. O inimigo tenta nos desabilitar ao Reino, acusando-nos. No entanto há uma aliança estabelecida por Cristo que nos restaura e nos traz de volta à mesa do Senhor.
Agora, voltando ao título do texto, vamos chutar o cachorro morto pra bem longe de nós? Você e eu somos príncipes e princesas do Reino de Deus!
Viva a Aliança!
Paz e bênçãos!
sábado, 4 de dezembro de 2010
domingo, 31 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
08/10/2010
às 16:47Quando a suposta laicidade do estado vira perseguição; Ou: guerra à religião vitima até os quartéis
Leiam o que vai na Folha Online. Volto em seguida:
Procuradoria quer impedir Aeronáutica de contratar três padres e um pastor
O Ministério Público Federal do Distrito Federal entrou com uma ação na Justiça para anular um concurso público da Aeronáutica que irá contratar de três padres e um pastor evangélico. A Procuradoria também quer que as Forças Armadas não mais contratem religiosos. Segundo o Ministério Público, esse tipo de concurso fere o princípio constitucional da laicidade do Estado e gera discriminação.
Lançado em agosto deste ano, o concurso para Capelães da Aeronáutica pretende selecionar os religiosos pagando um salário de R$ 4.590 para prestação de assistência religiosa aos militares. Uma lei de 1981 prevê o serviço de assistência religiosa. No entanto, para a procuradora Luciana Loureiro Oliveira, a contratação desses profissionais é inconstitucional.
“A laicidade, em síntese, não impede que o Estado receba a colaboração de igrejas e instituições religiosas voltadas à promoção do interesse público, mas veda, sim, qualquer tipo de favorecimento ou de discriminação no âmbito dessas relações”, diz a procuradora.
A procuradora argumenta ainda que a admissão de servidores para apenas duas religiões é contrária ao princípio da isonomia e segrega os seguidores de religiões minoritárias. A ação tramita na 9ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal. Procurada pela reportagem, a Aeronáutica ainda não se pronunciou oficialmente.
Comento
Estado e Igreja estão separados no Brasil desde a República, e as relações têm sido harmônicas. Mas uma coisa a doutora Luciana Loureiro Oliveira não consegue negar, não é? O Brasil é um país esmagadoramente cristão, dividido em várias confissões, sendo a católica a majoritária.
Laicismo não pode se confundir com perseguição religiosa. Os sem-religião nas Forças Armadas não estarão submetidos a nenhum constrangimento — não receberão orientação nenhuma se não quiserem. Atender à maioria, nesse caso, não significa retirar direitos, então, da “minoria”. Os que não forem cristãos — certamente uma minoria também nas Forças Armadas — simplesmente não vão procurar conforto espiritual numa crença que não é sua, a menos que queira, já que há valores que são universais. O fato de ser impossível contratar tantos orientadores quantas são as convicções religiosas não pode privar a esmagadora maioria de um benefício que nada retira dos demais.
As Forças Armadas são, sim, laicas — e isso quer dizer que a defesa do território brasileiro e de suas instituições, que também é um mandamento constitucional, não estará submetida a uma orientação de caráter religioso. Mas os homens preparados para a guerra — para, então, manter a paz — não existem no vácuo. O país tem uma história e uma cultura. O nome do que pratica a doutora é INTOLERÂNCIA. Esse é o mesmo espírito que animou o Programa Nacional-Socialista dos Direitos Humanos, que queria banir os crucifixos das repartições públicas.
Daqui a pouco a doutora Loureiro vai pedir que se derrube a Catedral de Brasília, que compõe o conjunto arquitetônico que compreende a Praça dos Três Poderes. Onde já se viu? A menos que tenhamos ali, então, templos de todas as confissões cristãs, duas mesquitas (uma sunita e outra xiita), uma sinagoga, um templo budista, outro xintoísta, outro hinduísta — e vai por aí , a catedral revela uma insuportável discriminação… É ridículo!
Como está faltando safadeza no Brasil, então sobra tempo a procuradores para se dedicar a temas relevantes como esse. Eu sou assim: quando vejo uma pessoa de princípios como a doutora Loureiro, gosto de testar suas convicções no limite, entenderam? Soldados são preparados para a guerra. A existência de capelães e pastores nas Forças Armadas é uma realidade mundial — nas chinesas, creio, não; preferem bala de prata…
Seria ela contrária a que um orientador religioso pegasse na mão do soldado e fizesse com ele uma última oração em meio a tiros e bombas? Pelo visto, sim! No máximo, a doutora admitiria que alguém se aproximasse do moribundo e dissesse:
“Lembre-se de Voltaire, meu filho! Você só está aqui porque ao Iluminismo venceu o clericalismo no século 18… E tem mais: esse papo de vida após a morte é besteira! Morreu, fedeu!”
Então pergunto: a doutora Loureiro é contra capelães e pastores nas Forças Armadas mesmo em tempos de guerra, ou sua laicidade intolerante só existe em tempos de paz? Aproveito para denunciar, minha senhora, que há hospitais públicos no Brasil que contam com capelas, onde doentes e familiares vão fazer as suas orações, buscando algum conforto quando, muitas vezes, todo o resto é irremediável. Pau neles, doutora! Não tem essa, não! Ou tudo ou nada! Doente, se quiser, que vá ler o Discurso sobre a origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens. Nunca houve doença terminal para a qual Rousseau não desse uma resposta, não é mesmo?